história

No Recife existe um  grupo tradicional de artistas a família Madureira fundadores do Balé Popular do Recife grupo que na década de 70 iniciou uma serie de pesquisas com base nas manifestações populares do Nordeste mais em particular as do Estado de Pernambuco.

No inicio a  formação de Ângelo Madureira era na observação, vivenciando e apreendendo toda arte da tradição e o trabalhos dos artistas do Balé Popular.

No livro Frevo Capoeira e Passo de Waldemar de Oliveira, ele cita que o frevo é a música e o passo é a dança, com este material surgiu a seguinte pergunta: – Se tirar a musica do frevo, o que se dança? Comecou a fazer uma serie de experimentos com outras músicas, que não eram de frevo, que resultou no espetáculo Delírio, uma obra lúdica, mas que ainda tinha  características fortes da maneira de representar a dança popular em cena.

Ana Catarina aprendeu  e vivenciou as danças dos orixás, mas foi no ballet clássico que conquistou o domínio das habilidades especificas.

Entrou para Cisne Negro Companhia de Dança, onde atuou como bailarina clássica e contemporânea.

Teve oportunidade de trabalhar com coreógrafos brasileiros e estrangeiros.

Ângelo tinha todo o material necessário para iniciar um processo de investigação de linguagem, se tratava de um material de dança popular elaborado para cena e a dupla começou a trocar algumas figurinhas.

No Recife Ana Catarina foi assistir ao espetáculo do Balé Popular, mas o que mais a impressionou foi assistir ao ensaio onde figurinos, brilhos e fantasias não estavam presentes. A linguagem e a técnica de todos os bailarinos do grupo era a prova mais evidente de que existem outras formas de se formar um artista da dança.  Então Ana Catarina se disvinculou da Cisne Negro Companhia de Dança,
pois acreditava, que se deixasse as aulas de ballet e das linguagens da Companhia teria maior facilidade de fazer investigações e descobertas. Atualmente, os questionamentos da dupla são outros.

Em 2000, abriram a escola Brasílica Musica e Dança, perceberam que em São Paulo as pessoas tinham uma carência de aprender a dança popular com  objetivo de formação. A principio estávam aplicando a metodologia na integra. No Recife o método é organizado por ciclos festivos, em São Paulo resolveram colocar estes movimentos classificados, em uma ordem crescente, perguntávam é possível criar uma dialogo da dança popular com a dança contemporânea: -Como? Utilizaram como ponto de partida esta movimentação para uma pesquisa em dança contemporânea. Montaram a primeira obra, o Somtir que é o resumo do leque de possibilidades dentro do trabalho. Com a história a vivencia e trajetória  de dois corpos a do popular e a  do erudito buscávam outras dinâmicas de movimentos através do ritmo de línguas estrangeiras, discutindo o processo de globalização desta dança.

Perguntas como: – É possível utilizar símbolos, adereços, instrumentos da cultura popular em outro contexto? A mudança do figurino e da música torna esta dança contemporânea? Perguntas, como essas foram feitas.

A partir dos questionamentos do espetáculo Somtir, surge Outras Formas. Outras Formas  que é o resultado da confluência do erudito e o popular em termos de histórico e vivencia. Este espetáculo questiona a condição dada ao artista da dança popular. A pesquisa de linguagem buscou colocar a movimentação da dança popular nos diferentes planos. Nessa pesquisa não buscávamos apenas a estética dos movimentos, mas o posicionamento político a respeito do assunto. E a sua mensagem retrata de forma abrangente a problemática dos artistas populares do Brasil.

Posteriormente surgiram as obras Clandestino, O Nome Cientifíco da Formiga, Agô Dança Contemporânea e O Animal Mais Forte do Mundo.

veja mais em:   http://www.dancacontemporanea.com.br

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